O pôr do sol mais cruel da literatura brasileira

Venha ver o por do sol

Neste artigo, o escritor Diogo de Lima revisita o conto “Venha ver o pôr do sol”, de Lygia Fagundes Telles, uma das narrativas mais perturbadoras da literatura brasileira. A análise mistura memória pessoal, reflexão sobre a natureza humana e a lembrança do impacto que o conto causou quando foi lido pela primeira vez, há mais de trinta anos. Entre terror psicológico, ressentimento amoroso e a atmosfera macabra de um cemitério abandonado, o texto revela por que essa história continua sendo um dos finais mais cruéis já escritos na ficção brasileira.

Starlight – Um conto e uma análise particular da música da banda Muse

A luz da estrela

Em Starlight, um narrador em primeira pessoa transforma a música do Muse em um conto íntimo sobre vício, recaída e a perseguição de uma luz ilusória. A Starlight surge como uma entidade simbólica: uma droga-luz, um farol falso que promete clareza, mas conduz ao afastamento afetivo, ao vazio e à perda de si. Um texto híbrido entre crítica musical e confissão literária, sobre luto, memória e a dor honesta de permanecer.

O Último Dia em que o Mar Me Reconheceu

cachorro orelha e o anoitecer

Narrado pelo próprio Orelha, um cachorro comunitário da Ilha, este conto acompanha seu último dia. Da rotina tranquila entre moradores e o mar à quebra abrupta da violência, a história se encerra em um gesto de misericórdia. Um texto sobre pertencimento, perda e o silêncio que permanece quando o amor falha tarde demais.

O Último Posto do Universo

Em Loja 33, a fotógrafa Marina encontra uma loja de conveniência impossível em Brasília, onde prateleiras flutuam, produtos vendem memórias e o Caixa de sete olhos cobra em lembranças. Entre disquetes amaldiçoados, personagens que sabem ser personagens e um livro que reescreve sua vida, Marina percebe que talvez seja apenas parte de uma história em loop. Um conto sobre realidade, ficção e o preço do tempo.

O Hóspede do Quarto 26 – Conto

“O Hóspede do Quarto 26” é um conto de horror psicológico ambientado em um motel da Zona Sul de São Paulo. Entre cetamina, cocaína e álcool, um homem vive episódios de dissociação que ganham forma simbólica em uma entidade com regras próprias. Uma história sobre vício, identidade fragmentada, relações em colapso e o medo silencioso de quem fica quando o outro desaparece.