Quando o sertão engoliu o mundo

— Oxente… — murmurou. O primeiro sinal foi o silêncio das cigarras. Aqui no sertão, silêncio demais nunca é coisa boa. O mundo pode rachar, faltar água, morrer gado, cair governo, mas sempre sobra uma cigarra cantando na quentura da tarde, como se o sol fosse eterno. Quando elas calaram, seu Antero levantou os olhos … Ler mais

Quem deixou a flor? Uma releitura desconfortável de “A Flor”

Minha flor te deu alguém pra amar

Uma análise sensível e inquietante da música “A Flor”, do Los Hermanos, explorando as camadas emocionais por trás de um amor que nasce de um mal-entendido. Entre idealizações, silêncio e carência afetiva, o texto revisita a canção com um olhar mais maduro e crítico.

O pôr do sol mais cruel da literatura brasileira

Venha ver o por do sol

Neste artigo, o escritor Diogo de Lima revisita o conto “Venha ver o pôr do sol”, de Lygia Fagundes Telles, uma das narrativas mais perturbadoras da literatura brasileira. A análise mistura memória pessoal, reflexão sobre a natureza humana e a lembrança do impacto que o conto causou quando foi lido pela primeira vez, há mais de trinta anos. Entre terror psicológico, ressentimento amoroso e a atmosfera macabra de um cemitério abandonado, o texto revela por que essa história continua sendo um dos finais mais cruéis já escritos na ficção brasileira.

Starlight – Um conto e uma análise particular da música da banda Muse

A luz da estrela

Em Starlight, um narrador em primeira pessoa transforma a música do Muse em um conto íntimo sobre vício, recaída e a perseguição de uma luz ilusória. A Starlight surge como uma entidade simbólica: uma droga-luz, um farol falso que promete clareza, mas conduz ao afastamento afetivo, ao vazio e à perda de si. Um texto híbrido entre crítica musical e confissão literária, sobre luto, memória e a dor honesta de permanecer.